Levantamento realizado até o momento nas contas da Prefeitura de Dianópolis, pela Secretaria de Finanças, aponta um rombo de R$ 1.233.023,63 (um milhão, duzentos e trinta e três mil e vinte e três reais e sessenta e três centavos) referentes ao não pagamento da folha do mês de dezembro de 2016 dos servidores efetivos e comissionados.

Segundo informações da Secretaria de Finanças, o saldo contábil oriundo do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) era de R$ 554.904,47 (quinhentos e cinquenta e quatro mil, novecentos e quatro reais e quarenta e sete centavos) em 30 de dezembro de 2016. Mas, nesta mesma data após o encerramento do horário de funcionamento das agências bancárias, a gestão anterior emitiu 11 cheques para pagamentos de fornecedores, totalizando R$ 528.254,38 (quinhentos e vinte e oito mil, duzentos e cinquenta e quatro reais e trinta e oito centavos) restando um saldo de R$ 25.791,99 (vinte e cinco mil, setecentos e noventa e um reais e noventa e nove centavos) em conta.

O saldo inicial de R$ 554.904,47 era suficiente para que o ex-prefeito efetuasse o pagamento, honrasse o compromisso da folha de dezembro e garantisse um final de ano merecido aos servidores, uma vez que a contra partida do município era de R$ 490.904,69 (quatrocentos e noventa mil, novecentos e quatro reais e sessenta e nove centavos) dentro do valor total da dívida com os servidores.

Após tomar conhecimento da gravidade da situação, o atual prefeito Pe. Gleibson Moreira (PSB), não pensou duas vezes e suspendeu os pagamentos referentes aos cheques emitidos do dia 30/12. Até o momento os valores encontram-se bloqueados e somente serão liberados após a avaliação do departamento jurídico, que está analisando cada processo.

Sobre a dívida com os servidores, deixada pelo ex-prefeito, a atual gestão afirmou que está aguardando a inscrição da folha de pagamento no quadro de contas a pagar e tão logo o procedimento legal seja realizado os débitos serão quitados.

 

Contenção

As contas públicas da prefeitura, bem como das secretarias ainda estão sendo analisadas pelas equipes Contábil, Controle Interno, Financeira e Jurídica da atual administração. Diante de toda situação encontrada, a gestão atual adotou algumas medidas que visam garantir a estabilidade fiscal do município. O objetivo é assegurar para os próximos 90 dias serviços essenciais para a população.

Dentro do pacote de medidas emergenciais, houve corte de gratificações, horas extras, contratos, além de mudança no horário de atendimento da prefeitura e unificação da maioria das secretarias, reduzindo de 12 para oito.

 

Sucateamento

Além do atraso na folha de pagamento, a prefeitura foi entregue a mercê do descaso e do abandono. Toda frota da Secretaria Municipal de Obras sem condições de uso. Cenário de desrespeito com a população, uma vez que não é possível realizar atendimentos básicos e de emergência.

Na garagem municipal, onde está a maior parte da frota do município, a situação representa a falta de compromisso da gestão com a coisa pública. A frota escolar está toda sem funcionamento. Ônibus sem pneus, documentos atrasados, parte elétrica danificada, motores jogados no chão.

Toda frota estacionada no pátio está sem bateria. Maquinário agrícola depredado. Tratores faltando peças. Caminhões sem motor, sem pneus. Na maioria dos casos não compensando reforma ou recuperação, uma vez que o valor do serviço ultrapassaria o valor do bem. No pátio existem duas máquinas patrol, ambas paradas, por falta de manutenção mecânica, elétrica e falta de pneus.

 

 

Calamidade pública

Na Secretaria da Educação, além da situação física do prédio, o abandono com material didático. Livros que serão utilizados no ano letivo, amontoados no chão, carteiras e outros móveis jogados nos fundos do prédio.

Na zona rural, a situação das escolas também é de total descaso e precariedade, como é o caso da Escola do Povoado da Boa Sorte, onde há mais de 10 anos não recebe reforma. Atualmente, o prédio está sem portas, vidros todos quebrados, problemas de vazamento e sem segurança, já que toda parte do alambrado está derrubada e não dispõe de vigia.

Na Secretaria da Saúde a situação é de calamidade pública. A população sofre com a falta de medicamentos da atenção básica, além da falta de profissionais médicos, enfermeiros e dentistas nas Unidades Básicas de Saúde. Problema que gerou a perda de recursos financeiros repassados pelo Ministério da Saúde desde o mês de outubro do ano passado, quando a gestão anterior cortou profissionais e serviços essências que completavam o quadro de programas que são exigência do Ministério. Além disso, pacientes que estavam agendados para atendimento em Brasília e Palmas no mês de dezembro não foram encaminhados.

A gestão anterior deixou a saúde do município na UTI. Outra situação grave são os pacientes domiciliados, que dependem de atendimento com oxigênio, fraldas e sondas. Material que a gestão atual não encontrou no estoque, comprometendo a vida de quem necessita do básico para sobreviver.

Toda frota da secretaria está sucateada. No pátio, motocicletas sem funcionamento, micro ônibus, ambulância, veículo de transporte de passageiros todos parados, depredados, sucateados. Em todas as secretarias do município a situação é a mesma: abandono e descaso com o patrimônio público.

 

Ascom

Essas informações foram viculadas na mídia estadual no dia 11 de janeiro.

Portal Cleber Toledo

T1 Notícias

Jornal do Tocantins